sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Bom dia, pessoal!

Fui mezzo-soprano do coro da OSPA durante alguns anos, mas nos últimos dois estive afastada. Agora surgiu a oportunidade de voltar a integrar a equipe para cantar no último concerto da temporada da orquestra, o Carmina Burana. Quem conhece a cantata sabe o quanto é linda e impactante! A composição apresentada dessa vez será orquestra completa, coros adulto, infantil e solistas.
Então, estou divulgando aos meus amigos, aos que curtem e aos que não curtem o estilo de música, quem quiser e tiver disponibilidade nesse dia, para assistir ao concerto, pois vale à pena, será lindíssimo!


Segue informações sobre o concerto no site da OSPA e abaixo:

http://www.ospa.org.br/?p=3481

O que: 28º Concerto Oficial da OSPA

Quando: Terça-feira (6/12), às 20h30

Onde: Salão de Atos da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110)

Programa: Carmina Burana

Convidados:

Coro Sinfônico da Ospa

Coro Infantil do Colégio Aplicação – UFRGS

Solistas:

Carla Maffioletti (Soprano)

Eduardo Bighelini (Tenor)

Francis Padilha (Barítono)

Regência: Maestro Manfredo Schmiedt

INGRESSOS:

À venda no local, na segunda-feira (5/12), das 11h às 18h, e na terça-feira (6/11), a partir das 11h.

Público em geral: R$20

Estudantes e maiores de 60 anos: R$10

Sócios do Clube do Assinante Zero Hora: R$ 15


Segue também o link de um Carmina com a mesma composição do que será o nosso.

http://www.youtube.com/watch?v=QEllLECo4OM


Beijos,
Gabi.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

VII Arquisarau na Feira do Livro de Porto Alegre


Dia 12 de Novembro é dia de sarau literário sobre arquitetura, o "Arquisarau", na 57º Feira do Livro de Porto Alegre. O evento que irá ocorrer a partir das 19 horas e 30 minutos no Restaurante Moeda, no Santader Cultural, contará com a presença de Fábio Bortoli, João Rovatti e a mediação de Bruno Mello.
Este ano, o tema do Arquisarau será "Habitação popular: beleza é fundamental? O direito a moradia e a arquitetura de qualidade."

Venha participar.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Filme sobre Urbanista Affonso Reidy estréia em Porto Alegre.

O filme Reidy, a construção da utopia, estréia dia 11 de novembro, nas salas de cinema da capital gaúcha e em todo o território nacional.


O filme aborda a trajetória de vida de Reidy, desde a década de 1930 até a construção do Aterro e Parque do Flamengo, no qual, retoma a cidade com ponto central de sua arquitetura. Textos do próprio arquiteto relatam suas alegrias, frustrações e vitórias, além da grande contribuição para o Rio de Janeiro nos tempos modernos. O documentário conta ainda com depoimentos de Paulo Mendes Rocha, Lucio Costa, Carmen Portinho e Roland Castro.
A película, que ganhou o prêmio de melhor documentário de longa-metragem no Festival do Rio de 2009, ganhou também o prêmio "Pólis" no Cine Eco Seia 2010, em Portugal.

O filme estará em cartaz no Unibanco Arteplex, no Shopping Bourboun Country.

Vale a pena conferir!

Assista o trailler:

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Café de Outubro

Como a maioria optou, aqui pelo blog, o café agora será descontado diretamente na folha de pagamento.

Este é o primeiro mês e aqui está o balanço:







Para que a Rita não precise comprar armários novos para tantas canecas que vai ganhar, começaremos a premiar os segundos, e terceiros colocados enquanto ela for imbatível!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Calçadas e sarjetas drenantes: opções para escoamento da águas das chuvas

Calçadas e sarjetas drenantes: projetos orientados podem aumentar a capacidade das cidades na retenção das águas de chuva

Geólogo escreve segundo artigo da série sobre medidas não estruturais para a minimização de enchentes

Enchentes: Ajardinem suas calçadas.

Com o artigo anterior "Enchentes: não tirem a serapilheira", iniciamos uma série de textos dedicados à demonstração da importância das medidas ditas não estruturais no combate às enchentes urbanas. Esses textos estão concebidos para, o mais didaticamente quanto o espaço permite, orientar ações técnicas que podem perfeitamente ser adotadas pela sociedade e pelas administrações públicas desde já, por sua simples deliberação, sem nenhuma necessidade burocrática que os desestimule a tanto.

Hoje falaremos das calçadas drenantes e das sarjetas drenantes. Mas antes, vamos recuperar o que já foi esclarecido no primeiro artigo sobre as principais causas das enchentes urbanas. E vamos todos também saber que as medidas não estruturais são aquelas que, inteligentemente, atacam diretamente as causas das enchentes e não somente suas consequências.

Sobre as principais causas de nossas enchentes urbanas, não há hoje mais a menor dúvida sobre quais sejam: a impermeabilização generalizada da cidade, o excesso de canalização de cursos d'água e a redução da capacidade de vazão de nossas drenagens pelo volumoso assoreamento provocado pelos milhões de metros cúbicos de sedimentos que anualmente provêm dos intensos processos erosivos que ocorrem nas frentes periféricas de expansão urbana.

Esse quadro determina o que podemos chamar a equação das enchentes urbanas: volumes crescentemente maiores de água, em tempos sucessivamente menores, escoados para drenagens naturais ou construídas progressivamente, incapazes de lhes dar vazão.




Diante de um cenário assim colocado, qual seria a providência mais inteligente e imediata para combater as enchentes? Sem dúvida, concentrar todos os esforços em reverter a impermeabilização das cidades, fazendo com que a região urbanizada recupere sua capacidade original de reter as águas de chuva, seja por infiltração, seja por acumulação. Concomitantemente, promover um intenso combate técnico à erosão provocada por obras pontuais ou generalizadas de terraplenagem. Ou seja, fazer a lição de casa, parar de errar. Parece fácil, mas não é. Essa mudança de atitude exigirá uma verdadeira revolução cultural na forma como todos, especialmente nossa engenharia e nosso urbanismo, até hoje têm visto suas relações com a cidade.

Tomada a decisão dessa mudança cultural, haverá à mão, inteiramente já desenvolvido, um verdadeiro arsenal de expedientes e dispositivos técnicos para que esse esforço de redução do escoamento superficial das águas de chuva seja coroado de sucesso: calçadas e sarjetas drenantes; pátios e estacionamentos drenantes; valetas, trincheiras e poços drenantes, reservatórios para acumulação e infiltração de águas de chuva em prédios, empreendimentos comerciais, industriais, esportivos e de lazer; e multiplicação dos bosques florestados, ocupando com eles todos os espaços públicos e privados livres da cidade.


E então chegamos ao ponto. Considerada essa enorme importância em reter águas de chuva, faz sentido que nossas calçadas sejam em sua quase totalidade totalmente impermeáveis? Somente a cidade de São Paulo tem cerca de 17 mil km de ruas. Obviamente, há nesse conjunto ruas e calçadas de todos os tipos, mas vamos considerar que em ao menos metade dessa extensão total haja condição de se implantar faixas permeáveis, com largura média de 1 m (sempre com o cuidado de se manter uma faixa cimentada lisa mínima de ao menos 0,90 m para o trânsito de uma cadeira de rodas). Teríamos então algo como 17 mil m2 (consideradas as duas calçadas de cada via) de áreas francamente apropriadas para absorver e reter águas de chuva.

Para o estímulo à adoção dessa simples e agradável providência, uma boa ideia seria a criação de um incentivo tributário para o proprietário frontal implantá-las e mantê-las. Medida isoladamente suficiente para evitar enchentes? Claro que não, mas que, se consideradas como parte de um enorme conjunto de outras medidas não estruturais de mesma natureza, seguramente mudariam a história desses fenômenos urbanos.




Vamos a um outro ótimo expediente: as sarjetas drenantes. As águas de chuva que caem sobre a cidade em algum momento correm sobre sarjetas, hoje paradoxalmente totalmente impermeáveis. Sarjetas orientadamente projetadas para permitir a infiltração e até a acumulação de águas de chuva funcionariam como verdadeiras armadilhas para a redução do escoamento superficial. Em um programa de implantação progressiva dessas sarjetas drenantes, e ainda usando o exemplo da cidade de São Paulo, teríamos ao final a colossal extensão de 34 mil km de um ótimo expediente de retenção de águas de chuva.

No próximo artigo, trataremos de outras medidas não estruturais de combate às enchentes: os reservatórios domésticos e empresariais.

Geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos (santosalvaro@uol.com.br)
Ex-diretor de planejamento e gestão do IPT e ex-diretor da divisão de geologia; autor dos livros "geologia de engenharia: conceitos, método e prática", "a grande barreira da serra do mar", "diálogos geológicos" e "cubatão"; consultor em geologia de engenharia, geotecnia e meio ambiente e membro do conselho de desenvolvimento das cidades da Fecomércio.

Texto extraído do site PINIweb
mais informações em: