
Há anos que a gestão de resíduos orgânicos na cidade de Porto Alegre é exemplo pro resto do país, entretanto no que tange aos resíduos sólidos produzidos pela construção civil (RCC), a cidade ainda necessita de soluções e alternativas que permitam sua correta destinação e coíbam a descarga em espaços públicos.
De acordo com o DMLU, em 2010 foram recolhidos quase 500 mil toneladas de lixo (doméstico, público e comercial), os quais foram enviados ao aterro em Minas do Leão. Quanto aos resíduos produzidos pela construção civil, chegaram às unidades finais de destinação do DMLU mais de 75.000 toneladas de caliça e mais de 146.000 toneladas de restos de solo. Assim sendo, só em 2010, esses representaram 30% dos resíduos gerados na cidade.
Antecipando o aumento da produção desse tipo de resíduo, devido às obras para a Copa do Mundo de
A abertura do evento coube ao prefeito José Fortunati, que enfatizou o comprometimento da prefeitura em garantir a destinação adequada dos resíduos, mas que cada um deve responsabilizar-se pela correta destinação do seu RCC. Complementando, o secretário municipal do Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia disse que “A cidade atualmente apresenta dificuldade em dar destino para os RCC gerados anualmente
O descarte irregular de RCC em praças, terrenos baldios e até em Unidades de Conservação é comum na cidade e o Promotor do Ministério Público Alexandre Saltz salientou que a legislação prevê a proteção ambiental, sendo responsabilidade do Estado prover a integridade desses, pois devem ser mantidos para as próximas gerações.
Também esteve presente o diretor da Divisão de Destino Final do DMLU, Arceu Bandeira Rodrigues, que falou sobre a gravidade do problema da falta de consciência da população na destinação dos detritos das obras domésticas, destacando que Porto Alegre terá 16 ecopontos para o recebimento de RCC desses pequenos produtores.
Para falar sobre as experiências em gestão de resíduos da construção civil participaram, o arquiteto Juan Gonzales, da empresa I&T de São Paulo, o engenheiro Gilson Piovesan Jr, de Santa Maria e a engenheira Maria Esther de Castro, da prefeitura de Belo Horizonte. A capital mineira tem iniciativas como o Programa de Correção Ambiental e Reciclagem de Resíduos da Construção Civil, que inclui emplacamento de carroças e assistência veterinária aos animais usados na coleta, além da produção de ecoblocos com material reciclado usados na pavimentação e mobilização da sociedade.
No encerramento, o secretário Záchia considerou importante que seja feita uma campanha de educação ambiental principalmente para os pequenos geradores destes resíduos. Afirmou que o sistema só vai funcionar quando a população, os construtores e os caçambeiros fizerem a sua parte. E para isto, disse que a prefeitura está disposta a continuar neste entendimento para que a responsabilidade pelo meio ambiente da cidade seja compartilhada por todos. Enfatizou ainda que a Smam está trabalhando com prioridade para emitir nos próximos dias o licenciamento ambiental para a ampliação da Central de Resíduos da Ábaco, único espaço
Também participaram do seminário a supervisora de Meio Ambiente da Smam, Marília Barum, o presidente da Fepam, Carlos Fernando Niedersberg, o presidente em exercício do Crea-RS, Moisés Souza Soares, Mário Moncks, o secretário do Inovapoa, Newton Braga Rosa, os vereadores Sofia Cavedon, Beto Moesch, Carlos Comasseto e Carlos Todeschinni, entre outras autoridades, e representantes da Ábaco, da Associação dos Transportadores de Caçambas Estacionárias de Porto Alegre, Pedraccon e Sinduscon-RS. O evento contou com o apoio da Procempa, Pedraccon, Melnick, Even, Ábaco, Agademi, Secovi-RS, Multiplan, Sinduscon-RS, Sicepot e Crea-RS.
[Setor Ambiental]
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